quarta-feira, 17 de março de 2010

Mesma sacada de sempre


Até quando os autores vão continuar usando as mesmas estórias?

Desta vez foi Bosco Brasil, na até então fracassada “Tempos Modernos”, quem reviveu a chatice dos irmãos que se apaixonam, posteriormente se separaram por descobrirem o fato, e mais tarde descobrem que não são irmãos coisa nenhuma.

Que falta de criatividade...

Nextel tem excelente merchandising em “Viver a vida”


Em tempos de merchandisings cada vez mais frequentes e forçados nas novelas, o episódio de ontem de “Viver a vida” levou ao ar uma proposta muito bem elaborada.

Helena (Taís Araújo) e Bruno (Thiago Lacerda) conversaram via Nextel sobre um trabalho que fizeram juntos e marcaram um encontro na produtora em que trabalham.

Durante a cena, a aparição do aparelho, bem como a sua utilização, soou muito natural e ajudou na composição.

A boa execução lembra o comentadíssimo merchandising da Hellmann’s, em “Toma lá dá cá”.

segunda-feira, 15 de março de 2010

“Malhação” tem ótimo texto, bom-humor e boa caracterização das personagens


A atual temporada de “Malhação”, escrita por Ricardo Hofstetter, que já havia escrito a série em 2004, tem apresentado um texto leve, inteligente e muito interessante, diferentemente do que vinha ocorrendo nas temporadas anteriores, que apresentavam textos infantis e pouco elaborados.

Sacadas como as confusões provocadas pela semelhança entre o nome das cidades de “Serra da Pedra” e “Pedra da Serra”, por exemplo, tornam o texto delicioso. Ao mesmo tempo, temas fortes como doenças sexualmente transmissíveis e literatura erótica tornam o texto atraente até mesmo para o público adulto.

Um excelente elenco tem sido contemplado com personagens muito bons. Maria Cláudia, personagem de Isabella Dionísio, por exemplo, é a patricinha fuchiqueira. O casal Valentina e Lucca, personagens de Júlia Bernat e Erik Vesch, são totalmente fora dos padrões: ele é frágil e sensível; ela é marrenta e racional. As vilãs também se apresentam de forma muito criativa: ambas apaixonadas pelo protagonista, elas tentam atrapalhar o namoro do casal principal juntas.

Um outro ponto alto da produção é a trilha sonora, que revive com estilo sucessos da década de 80.

Pena que a audiência não esteja agradando a emissora, que irá adiantar o fim da temporada. A Globo ainda não percebeu que a perda de audiência, em vários horários, não é algo tão simples de se contornar, e que por mais boa que seja uma trama, ela não irá alcançar um sucesso como o obtido em 2004 facilmente.

Dourado: homo friendly ou homofóbico?


Considera ser chamado de homossexual, sem o ser, algo tão negativo quanto ser chamado de neo-nazista ou de ladrão, sem o ser...

Diz que o trabalho de Dicésar como transformista é maravilhoso.

Sente nojo de ver homens se beijando...

Diz que entende o comportamento de Dicésar de tentar agradar a todos, já que ele sofre muito por viver em um mundo preconceituoso, sendo rejeitado por isso.

No mínimo contraditório.

Na certa não compreende e não se dá bem com a diversidade sexual.

Mas também na certa respeita o direito à diferença e conhece seus próprios preconceitos.

Todos nós não temos preconceitos?

Somos capazes de assumi-los?

Dourado não é um exemplo (Nem se quer vou com a cara dele).

Mas o comportamento dele é assim tão condenável?

Não reflete o que cada um de nós sente por alguém, de certa forma, mas esconde?

Também não sei a resposta, na verdade...

quarta-feira, 3 de março de 2010

“Viver a Vida” tem sérios problemas no ritmo e na continuidade


A novela “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, está apresentado um ritmo cada vez mais lento. Apesar de essa ser uma marca das novelas do autor, que foca no cotidiano e não nas grandes narrativas, o problema pode estar relacionado também aos atrasos do mesmo ao entregar os capítulos da trama.


A estória tem se desenvolvido de forma tão lenta que a passagem de um dia, para os personagens, tem durado por tvolta de três capítulos da novela. É o que está acontecendo atualmente, com o dia da festa de boas-vindas de Luciana na casa amarela e o dia seguinte.

Além disso, desenlaces que o público já conhece de antemão e espera há mais de três meses ainda não ocorreram. É o caso do tão esperado romance entre Felipe e Teresa, personagens de Rodrigo Hilbert e Lília Cabral. Também está demorando muito a evolução da história da médica Ariane, personagem de Christine Fernandes, apaixonada pelo marido de sua paciente.

Para piorar a situação, têm ocorrido problemas na continuidade da novela. No episódio de segunda-feira, dia primeiro de março, Miguel, personagem de Mateus Solano, foi à casa amarela acompanhar a fisioterapia de Luciana, personagem de Alinne Moraes. Cenas mais tarde ele estava indo dormir na noite do dia anterior.

Uma novela que começou tão bem...