domingo, 17 de janeiro de 2010

Aspectos positivos do Zorra


Para falar que o Zorra Total tem um estilo ultrapassado e desestimulante, e que seus textos são fracos e preconceituosos, ninguém precisa deste blog, pois já há muita gente defendendo esse ponto de vista.

Com isso, não quero dizer que não concordo com essa avaliação. Muito pelo contrário. Mas hoje venho destacar dois pontos do programa que são bastante positivos, e que nem sempre recebem a mesma ênfase.

O primeiro deles é a qualidade dos humoristas que fazem parte do elenco. Por mais que o formato seja adequado ao início do século passado e a maioria dos textos pareça ser escrita para crianças, com doses de homofobia e machismo, o elenco do programa é, e sempre foi, de primeira.

Alguém ousa se opor ao talento de Fabiana Karla, Maria Clara Gueiros, Samanta Schmütz e Katiuscia Canoro, por exemplo? Todas revelações do programa, cada uma delas é hoje uma das maiores humoristas do país.

É sobre essa última o outro ponto positivo: de todos os quadros do programa, nesses mais de dez anos que ele vai ao ar, eu não me lembro de nenhum mais bem escrito, bem executado e mais criativo que o de Lady Kate.

Já há quase um ano no ar, o quadro não se prende ao mais-do-mesmo e ao reaproveitamento do roteiro anterior, como a maioria dos demais.

No programa de ontem, a nova rica se apaixonou pelo enteado, que já tinha uma namorada igualzinha a ela. No da semana passada, ela foi cantar em um karaokê e revelou o talento de uma cozinheira. Há algum tempo, foi fazer bronzeamento artificial, exagerou e acabou negra. Fez um tratamento pra corrigir e ficou albina.

Enfim, a cada semana o quadro surpreende, e, já que conta com um ótimo elenco e um texto muito engraçado, não deixa de fazer sucesso.

Que o quadro possa servir de exemplo para o programa, que tem tudo pra ser melhor do que é, só bastando, para isso, acertar alguns ponteiros e apostar na criatividade, como tem feito com a história de Lady Kate.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tempos modernos... e no jornalismo?


Qual é a relevância de se falar sobre assuntos pessoais de vítimas do acidente de ontem, em que uma árvore, devido à chuva, caiu perto do hospital Júlia Kubitschek?

Nesse acontecimento, o que tem relevância é mostrar o acidente, quais foram as causas e conseqüências do mesmo, e o que foi e está sendo feito pelas autoridades.

O sofrimento da família dessas vítimas, assim como os velórios e os enterros das mesmas, só são de interesse das próprias famílias, bem como suas histórias de vida, que não têm nada de peculiar.

Esse tipo de abordagem não é jornalismo de qualidade e de respeito. É fofoca e bisbilhotagem. É um excelente exemplo de sensacionalismo.

Ainda por cima, a segunda edição do MGTV de hoje, além de levar ao ar esse tipo de abordagem, teve um grave problema técnico: após uma chamada para uma matéria sobre o reaparecimento de um homem que supostamente teria sido vítima de um desabamento, o que entrou ao ar foi a previsão do tempo.

Com as melhorias que vem ocorrendo no formato da primeira edição do telejornal, como as entrevistas ao vivo, que já não são feitas na bancada, mas em poltronas que deixam âncoras e entrevistados mais à vontade, e a conversa mais agradável; e com o formato totalmente reformulado do SPTV: nenhuma fala lida, uso de um telão interativo, ausência de bancada e presença de comentaristas, a existência desse tipo de erros e abordagens no MGTV segunda edição é ainda mais lamentável.

Além de ser um exemplo de jornalismo velho e ultrapassado, ainda não está sendo feito com a qualidade que deveria. É uma pena...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Jornal Nacional e o Haiti


O Jornal Nacional, da Rede Globo, tem o hábito de explorar até a exaustão os temas de maior interesse da audiência. Quase sempre esses temas estão relacionados a algum crime ou desastre. Dessa vez, o assunto do momento é o Haiti.

Esse assunto, no entanto, tem uma grande vantagem em relação a muitos outros que já ganharam destaque no telejornal (como os casos Isabella Nardoni e Sean Goldman): ele é um assunto realmente importante para o interesse público e de relevância internacional.

As coberturas de ontem e hoje ocuparam uma parte muito grande do telejornal. No primeiro dia, a equipe do Jornal Nacional conseguiu fazer uma grande quantidade de matérias sobre o tema, cada uma abordando um aspecto em particular, sem repetições ou aboragens desnecessárias e irrelevantes.

No entanto, na transmissão de hoje não havia mais muitas possibilidades de cobertura, como já era de se esperar. O resultado foi o mesmo de sempre, nesses casos: tudo o que foi falado em um dia, foi falado no outro novamente. Pouca novidade e muito mais-do-mesmo.

No entanto, a cobertura dessa catástrofe está tendo outra vantagem, provavelmente por causa da própria natureza do acontecimento: não houve, até agora, nenhuma abordagem invasiva e de caráter bisbilhoteiro, como ocorrido nos casos que já citados.

Mesmo quando foram mostrados os salvamentos de pessoas em particular, esses não exploraram o drama pessoal dessas pessoas, mas sim usaram o flagrante para demonstrar como os resgates estão sendo feitos. Além disso, a pesar da abordagem de temas delicados, como as valas para enterros em comum, tudo foi tratado com muita delicadeza e coberto por imagens adequadas.

Na transmissão de quinta-feira, em particular, houve uma construção muito bonita, chamada pelo telejornal de “Socorro no Haiti”. No fim de cada bloco, eram mostrados alguns segundos do resgate de uma menina, e no último bloco mostrou-se o salvamento completo.

Boa prova do líder


A segunda prova do líder do BBB10 foi simples e muito interessante. Com regras fáceis e um desenho simplificado, não houve nem os erros de sempre da produção e nem os comuns mal-entendidos entre os participantes.

A idéia de criar uma prova que envolve afinidade logo na primeira semana foi muito boa: o fato de um participante escolher quem não quer que seja o líder mostra a todos quem não foi com a cara de quem. Assim, as amizades e inimizades já vão se formando desde o começo e possíveis conflitos já podem começar a acontecer.

Já a próxima prova, segundo Bial, vai ser criada pelo público. Essa idéia, em um programa cuja interatividade é central, é muito boa. O problema é que Bial deixou o assunto pela metade: disse que explicaria mais sobre isso posteriormente, mas se esqueceu do assunto.

Um outro destaque da edição de ontem foi a intervenção de Bial em relação ao mal-entendido entre Joseane, Elenita e Dicesar, na indicação da doutora ao paredão feita pela primeira líder. Bial tentou corrigir e pode ter piorado a situação: Joseana disse que Dicesar disse que Elenita disse que achou que ele havia sugerido o voto da líder, mas Elenita nunca chegou a dizer isso.

Esse tipo de intervenção por parte do apresentador não é adequado à idéia inicial do programa: pode gerar favorecimento e mostrar como cada um está sendo visto aqui fora. Em relação a isso também houve o comentário sobre a sujeira no dente de Fernanda.

Mesmo assim, eu acho bom esse tipo de intervenção. É uma maneira a mais de gerar conflitos e aquecer o programa. E dane-se o politicamente correto em um programa em que o grande barato é mesmo o circo pegar fogo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Big Brother da honestidade


“Este é o Big Brother da diversidade”. Esse foi o discurso do episódio de estréia da décima edição do reality show mais assistido do país.

Para mim, este Big Brother está muito mais para o da honestidade. Pela primeira vez os participantes homossexuais do programa deixaram isso claro desde o começo (Dicesar, Sérgio e Angélica). Pela primeira vez foi ao ar um questionamento a respeito da pequena quantidade de negros no programa (feito por Angélica). Pela primeira vez deixou-se claro que um dos participantes foi escolhido pela produção e não por ter enviado um vídeo (Alex).

Como sempre Bial esteve ótimo. Ótimas perguntas. Comentários pertinentes. Tão bem humorado e divertido quanto sempre foi. A trilha sonora também deu um show: músicas contemporâneas usadas para revelar a essência de cada um dos participantes. A edição das matérias também foi impecável.

E que participantes! Cada personalidade mais forte que a outra. Pela primeira vez, pareceu-me que a beleza não foi o critério definidor de quem entrou e quem ficou de fora. Dessa vez ela parece ter sido apenas um complemento ou requisito positivo para agregar às qualidades dos participantes. Isso não quer dizer que um ou outro não tenha a beleza acima da personalidade, falo do grupo como um todo.

Chama atenção a popularidade que alguns dos participantes já possuíam antes do programa. O dono de um dos fotologs mais acessados do país, conhecido na Internet como Sr. Orgastic. A dona de um dos twitters mais seguidos do país, conhecida na Internet como Twittess. Uma ex-apresentadora de um programa de esportes. Ex-participantes do reality show mais visto do país, que, por acaso, é o próprio programa . Essa me parece uma boa tática: quem já tem popularidade antes de entrar ajuda a tornar a edição popular desde o começo. Injustiça? Quem disse que isso garante que o público se identifique mais com um deles?

Rótulos. Tipificações. Dividir os participantes em tribos. Não é isso que sempre foi feito implicitamente? Mais um ponto para a honestidade.

Elenita: inteligente e fútil. Quem disse que as duas coisas não combinam? Confesso que tive uma auto-identificação.

E o que foi aqueles outros ex-participantes que apareceram na vinheta? Erro de edição? Espero que a honestidade se expanda a esse ponto também, e isso venha a ser esclarecido.

Uma prova criativa! E mais um erro da produção: a tv não funcionou desde o começo. Esse tipo de problema parece ser intrínseco à lógica do programa.

Enfim... temos um BBB que ainda promete surpreender bastante.

Alta probabilidade de fracasso


Há muito tempo eu não via um texto tão infantil em uma novela da Globo. Até mesmo o seriado “Malhação”, que sempre teve uma linguagem adolescente, e nas últimas temporadas tem deixado mais ingênuo e leve o texto, nunca apresentou uma linguagem tão pobre quanto a de “Tempo modernos”, a novela das sete que estreou ontem.

Há um limite enorme entre o que engraçado e o que é patético, e Bosco Brasil não parece ser a pessoa mais indicada para demonstrar onde ele se encontra. É muito comum que as novelas das sete tenham um texto leve e divertido, mas o que se vê em “Tempos modernos” é um texto que parece ter sido escrito para um dos piores quadros do humorístico “Zorra total” ou para o enlatado adolescente “Isa TKM” da Band.

Alguns atores se destacam no quesito texto ruim. Estes, se tiverem bom-senso, devem estar arrependidos por terem aceitado o convite para atuar nessa novela. A campeã das falas patéticas é Nelinha (Fernanda Vasconcellos), com pérolas do tipo: “Super herói? Só se for de gibi... apresentaaando: capitão confusão!”. Seguindo a lista do texto no sense, vem Goretti, personagem de Regiane Alves, que parece ter dez anos de idade e um QI de ameba. Outros, como Regiane (Viviane Pasmanter) e Tertuliana (Débora Duarte) não ficam para trás.

E se o problema fosse só as falas, não seria tão grande. Mas a forma como as cenas se desenvolvem também é bastante ingênua, para não dizer boba. Um cara pendurado num carro capotado que vê alguém chegando, ao invés de pedir ajuda, fica se perguntando o que a outra pessoa estaria querendo naquele local. Uma mulher vê seu ex-marido acidentado e, ao invés de perguntar como ele está, fica fazendo gracinhas como se estivessem brincando num jardim.

Para piorar, a direção de José Luiz Villamarim não está ajudando em nada: os atores parecem ter se tornado marinheiros de primeira viagem novamente, com expressões faciais totalmente exageradas e ações inseguras e infantis, parecem canastrões de peças de escola.

As últimas novelas da Globo com textos patéticos tiveram resultados mais patéticos ainda. Estou falando de “Três irmãs” (2008), de Antônio Calmon, no horário das sete, e “Negócio da China” (2008), de Miguel Falabella, no horário das seis. O que impressiona é que depois de fracassos como esses, a Globo ainda se permita apostar em tramas com textos tão ruins.

Quer fazer uma novela engraçada? Primeiro aprenda a escrever bem, e não esqueça de ter um bom diretor. Walcyr Carrasco e Jorge Fernando acabaram de mostrar que isso é possível: fizeram um novela engraçada, bem-escrita e bem-dirigida. Em nenhum momento o texto decepcionou ou pareceu ser escrito para crianças bobas, e os atores souberam achar o ponto exato para passar verdade em suas ações.

Destaque para a abertura e a fotografia de “Tempos modernos”, que, em meio a uma direção e a um texto tão ruins, têm conseguido se sobressair como os pontos altos da produção.

Entre dois mundos


As novelas de Manoel Carlos são conhecidas por retratarem a vida de personagens ricos e bem-sucedidos do Rio de Janeiro, com tramas que, de praxe, se passam no Leblon. Em “Viver a vida”, porém, a ambientação também se dá na cidade de Búzios e em uma favela carioca.

Em relação a Búzios, a construção que a novela faz é de que a cidade é um lugar tranqüilo e paradisíaco, onde todas as pessoas se conhecem razoavelmente bem, e os turistas se deliciam com as belezas naturais.

Já a favela é retratada de uma maneira bastante negativa. Atualmente moram no local as personagens Sandrinha (Aparecida Petrowky) e Benê (Marcello Melo), além de José, o filho pequeno do casal (adoraria colocar aqui o nome do bebê que faz a personagem, mas nem o site oficial da novela tem essa informação),

Para começar, a favela é o único ambiente em que a fotografia é diferenciada. Quando apenas Benê morava por lá, as cenas não duravam mais que dez segundos e não apresentavam fala alguma, mesmo assim a fotografia era diferente da usada no restante da novela. Esse aspecto denota uma diferenciação e uma barreira entre o ambiente da favela e os demais locais retratados.

Além disso, a única função desse ambiente na trama, é ser parte do problema da personagem Sandrinha, que, no início da novela, viu-se apaixonada e grávida de Bené, um morador de favela envolvido em assaltos e confrontos com a polícia.

Não há nenhum morador do local com problemas próprios e boa índole, e nenhum aspecto positivo do ambiente é enfatizado. Pelo contrário: enfatiza-se apenas a violência e a pobreza.

Não quero dizer que as favelas são isentas desse tipo de problema, mas seria um grande reducionismo pensarmos que elas podem se resumir a isso. Na favela, também há muitos casos de amizade, resistência e superação, justamente aspectos que Manoel Carlos tenta tematizar na novela, mas preferindo o Leblon e Búzios para isso.

Se esse ambiente foi introduzido na novela, e o mais natural seria que isso fosse comum, já que as favelas são um ambiente importante e relevante em nosso país, não deveria ser tratado com tal indiferença.

No entanto, esse tipo de locação quase nunca está presente, e, quando está, é predominantemente da maneira mais negativa possível. Tematizações como essa puderam ser vistas em “Cinquentinha” (2009), de Aguinaldo Silva, e “O clone” (2001), de Glória Perez.

Duas caras” (2007), de Aguinaldo Silva, mostrou aspectos diferenciados e retratou com muita humanidade a cenográfica “Portelinha”, que, no entanto, se tratava de uma favela pacificada, e por isso não sofria com os problemas relacionados ao tráfico de drogas e à violência, como as demais.

Já “Vidas opostas” (2006), escrita por Marcílio Moraes para a Rede Record, tematizou os dois lados da moeda: mostrou a pobreza, o tráfico e as dificuldades vividas pelos moradores da favela, mas também seu dia-a-dia, a organização da comunidade, e a existência de muito trabalho e honestidade.

Enquanto a teledramaturgia continuar se referindo às favelas apenas como o lugar da violência e da pobreza, só esses aspectos serão vistos por milhares de pessoas, que permanecerão tendo uma visão bitolada e estereotipada das mesmas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vivendo de lembranças


A novela “Viver a vida” está cada vez mais abusando dos flash backs. No episódio de hoje, Jorge, um dos gêmeos vividos por Mateus Solano, se lembrou de uma cena bastante longa ocorrida no episódio passado, em que havia brigado com Miguel, o outro gêmeo.

Flash backs são necessários em muitos momentos nas telenovelas, mas se usados em excesso, como vem ocorrendo na trama de Manoel Carlos, eles cansam. E olha que o efeito vêm aparecendo em momentos totalmente desnecessários, como ocorreu hoje: a cena da briga sequer foi citada para que fosse retomada com o auxílio da técnica.

Os influxos de consciência, popularizados por seu nome inglês flash backs, são bastante úteis para retomar algo que ocorreu há muito tempo, chamar a atenção do telespectador para algum detalhe da cena, evitar que um personagem tenha que contar o ocorrido para outro ou ajudar a resolver algum mistério.

Na novela “Caras e bocas”, de Walcyr Carrasco, da qual tenho falado muito devido a seu encerramento na semana passada, houve um bom exemplo de uso adequado de flash back num dos últimos capítulos, em que Jacques (Ary Fontoura) pergunta aos outros se eles se lembram o que havia sido falado sobre o “diamante azul”, pois isso definiria quem ficaria com sua empresa.

Além da cena ter ido ao ar muitos episódios antes, o efeito de passá-la novamente pode ter feito com que o telespectador que já a tivesse visto anteriormente reparasse na fala pela primeira vez, pois no momento em que foi ao ar pode não ter soado tão importante quanto realmente era.

Mas em “Viver a vida” parece não haver motivos para o abuso. A personagem de Luciana (Alinne Moraes), por exemplo, vive lembrando de sua viagem para Petra. Sua mãe (Lília Cabral), sempre revive momentos anteriores ao acidente da filha e a descoberta de sua tetraplegia. Helena (Taís Araújo), por sua vez, passa um bom tempo relembrando seus encontros com Bruno (Tiago Lacerda).

Isso tudo sem falar nas intermináveis repetições do vídeo que a personagem de Alinne Moraes mandou para a mãe em seu aniversário.

Circulam notícias na Internet dizendo que Manoel Carlos tem atrasado as entregas dos episódios, por não estar dando conta de cumprir os prazos. Isso já teria feito, inclusive, com que certas cenas fossem gravadas no mesmo dia em que teriam ido ao ar. Será que uma coisa pode ter a ver com a outra?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Homossexualidade nas novelas da Globo


"Nunca tive uma única cena que fosse cortada por parecer ousada demais aos olhos da emissora [Rede Globo]. A não ser nas vezes em que tentei escrever o tal beijo gay, sobre o qual paira uma espécie de maldição, que eu não entendo, mas aceito [...] Desisti de dar beijo gay na televisão. Agora só dou beijo gay em casa”.

As palavras acima são de Aguinaldo Silva, autor de “Senhora do destino” (2004), novela que contou a história de duas namoradas que passaram a morar juntas e adotaram um bebê, Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges).

Antes disso, Manoel Carlos já havia contado uma estória parecida em “Mulheres apaixonadas” (2003), quando Alinne Morais e Paula Picarelli interpretaram Clara e Rafaela, duas alunas do ensino médio que enfrentavam preconceito na escola em que estudavam.

Até hoje, a autora que tratou com mais sensibilidade a questão do preconceito e mais se aprofundou no tema homossexualidade, foi Glória Perez, em “América” (2005), em que Bruno Gagliasso interpretou o adolescente Júnior.

Em algumas novelas, o assunto foi tematizado não pelo viés do preconceito, mas por seu inverso: o respeito e a tolerância. Exemplo dessa tematização é o da novela “Paraíso tropical” (2007), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Nela, Carlos Casagrande e Sérgio Abreu interpretaram Rodrigo e Tiago, um casal de homens bem-sucedidos e aceitos por todas as outras personagens.

Há quem diga que esse tipo de representação mascara a realidade, ocultando as dificuldades que um casal homossexual enfrenta. No entanto, é inegável o potencial das novelas de influenciar e mexer com os valores e hábitos de grande parte da população. Assim sendo, esse viés também pode ajudar a diminuir o preconceito, apesar de não tematizá-lo.

Na novela “A Favorita” (2008), de João Emanuel Carneiro, havia duas personagens homossexuais. Stela, vivida por Paula Burlamaqui, era apaixonada pela amiga Catarina, Lília Cabral, que, todavia, era heterossexual. Catarina entendeu bem a situação, e as duas resolveram tudo mantendo a amizade.

Na mesma novela, entretanto, Orlandinho, Iran Malfitano, foi uma personagem que começou hétero, descobriu-se gay e voltou a ser hétero no final. É claro que vai-e-vens relacionados à sexualidade ocorrem na vida de muitas pessoas, e esse desfecho em si não é um problema.

No entanto, em “Caras e bocas”, de Walcyr Carrasco, novela que chegou ao fim nesta semana, o personagem Cássio, de Marco Pigossi, por pouco não teve um desfecho idêntico. O moço, que começou a novela homossexual, havia se descoberto um “bofe escândalo” e passou a viver com Léa (Maria Zilda).

A repetição da narrativa gerou certa preocupação entre homossexuais que se interessam por teledramaturgia, incentivando um certo número de protestos na Internet. O alegado era que a “conversão” dos gays em héteros estava virando lugar comum e “final feliz” nas novelas. Mas Walcyr Carrasco resolveu dar outro final para Cássio, que se separou de Léa e terminou a novela com André (Ricardo Duque).

Entretanto o autor tratou o desfecho dos dois com muita descrição: nenhum abraço, carinho, declaração de amor, e muito menos um beijo. Não é para menos, devido à posição da Globo.

Alguns autores já tentaram reverter essa posição. Bruno Gagliasso chegou a gravar um beijo com Eron Cordeiro, que vivia o peão Zeca, para o último capítulo de “América”, mas a cena não foi ao ar.

Aguinaldo Silva também tentou emplacar um beijo entre Carlão e Bernardinho, personagens de Lugui Palhares e Thiago Mendonça em “Duas caras” (2007), mas foi impedido pela emissora.

A Globo já chegou a ir mais além na questão homossexualidade. Em “Torre de babel” (1998), de Sílvio de Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil, as personagens Leila e Rafaela (Cristiane Torloni e Sílvia Pfeifer) eram bem-sucedidas e aceitas pelas demais personagens, mas não foram bem aceitas pelo público, e morreram na explosão de um shopping, no começo da novela.

Em “Desejos de mulher” (2002), de Euclydes Marinho, a personagem Ariel, de José Wilker, iniciou a trama casado com Tadeu, Otávio Muller. Mais uma vez, devido à má recepção do público, a história foi mudada toscamente e eles passaram a ser apenas amigos.

Claro que a Globo não é a culpada por tudo o que ocorre no país. O público hoje já é mais aberto e em parte por causa das próprias novelas, e esses absurdos já não mais acontecem. Mesmo assim, até quando esse tabu irá permanecer?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caras e bocas: avaliação dos aspectos técnicos


Em um dos episódios de “Caras e bocas”, novela que chegou a seu fim hoje, a personagem Espeto, vivida por David Lucas, apareceu com uma camiseta rasgada na gola. E ela não tinha brigado, caído, nem nada do tipo: estava simplesmente usando uma roupa rasgada. Espeto não se trata de uma personagem pobre e miserável, apesar de também não ser rica e abastada. É um garoto de classe média.
Justificar
Esse detalhe, percebido por minha mãe, me fez pensar: “Meu Deus! A gente usa roupa velha e rasgada o tempo todo! Só por que gosta dela, ou por que não se importa de usar uma roupa nessas condições dentro de casa”. Pois bem, o que poderia parecer um erro, revela, na verdade, a preocupação dessa novela com os mínimos detalhes que a compõem.

Falando mais da questão figurino, as roupas escolhidas para cada personagem ajudaram muito a compor suas personalidades. Os tons coloridos de Cássio (Marco Pigossi), as camisetas vestidas por cima das pólos de Felipe (Miguel Rômulo), e os vestidinhos alegres e elegantes de Simone (Ingrid Guimarães) mostravam, à primeira vista, o que se devia esperar de cada personagem.

O trabalho de arte na transição entre as cenas e na finalização dos episódios foi outro espetáculo à parte. Transformando paisagens e rostos em pinturas, esse efeito combinava com a trama e reforçava o tema da novela: o mundo das artes plásticas. A forma como o flash back irrompia, em particular, era muito bonita: vinha como manchas de tinta sujando a tela.

A trilha sonora não deixou por menos. Com músicas românticas e tranqüilas, ela deu leveza às cenas e contribuiu para reforçar as histórias e identidades das personagens. Destaco “Lucky”, de Jason Mraz e Colbie Caillat, tema de Bianca (Isabelle Drummond) e Felipe (Miguel Rômulo); e “No ordinary love”, de João Pinheiro, tema de Simone (Ingrid Guimarães).

A cenografia também foi muito cuidadosa. A casa de Amarilys (Guilhermina Guinle) refletia a essência da personagem: quadros e móveis elegantes e discretos, de muito bom gosto. Já a falta de espaço e os móveis velhos da casa de Socorro (Elizabeth Savalla) reforçavam o aperto vivido pela família da personagem. Também contribuía para isso os cabelos da mesma: perdendo a cor da tintura e esbranquiçando.

Nos quesitos fotografia e iluminação, nada especial, mas também nenhum deslize ou descuido. Já no que diz respeito à continuidade das cenas, houve falhas. Algumas cenas terminavam com uma deixa para alguma personagem, e só voltavam três ou quatro cenas mais tarde. Da mesma forma, cenas com as mesmas personagens em situações diferentes vieram em seqüência várias vezes.

Efeitos especiais, principalmente os que envolvem chroma key, são um problema em todas as novelas da Globo, e nessa não foi diferente. No entanto o que foi bom em “Caras e bocas” foi a opção por não abusar desses efeitos, procurando torná-los desnecessários com soluções criativas, como vestir uma pessoa de chimpanzé para interpretar o macaco Xico em muitas das cenas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A fórmula de sucesso de Caras e bocas


Bom humor, ótimo texto, excelentes interpretações e ritmo acelerado. Esses foram os ingredientes do sucesso de “Caras e bocas”, atual novela das sete, da Rede Globo, que chega ao fim nesta semana.

Walcyr Carrasco, autor de sucessos como “Alma Gêmea” e “Chocolate com Pimenta”, sabe como ninguém escrever um texto leve, dinâmico e bem humorado. Em sua atual novela, isso não foi diferente. “Caras e bocas” traz, no entanto, um diferencial em relação às novelas anteriores do autor: um ritmo mais acelerado, muito adequado ao horário das sete.

A novela foi cheia de vai-e-vens. Cada personagem, apesar de manter sua personalidade, teve sua história virada de cabeça para baixo. Caco (Rafael Zulu) e Laís (Fernanda Machado), por exemplo, pertenciam a núcleos totalmente diferentes no início da novela, e acabaram sendo o centro de um de seus principais núcleos cômicos.

A personagem de Fernanda Machado iniciou a trama como namorada de Gabriel (Malvino Salvador), e sua angústia era desejar o casamento e não ser atendida pelo namorado. Com a reconciliação de Gabriel e Dafne (Flávia Alessandra), porém, a personagem da moça mudou de rumo e foi trabalhar na galeria de Judith (Deborah Evelyn), onde conheceu Caco. Este, por sua vez, iniciara a trama como guia turístico na África, e só então começou a conseguir maior destaque.

Inicialmente o moço não queria se envolver com Laís, pelo fato de os dois serem de raças diferentes. Mais tarde, tiveram que enfrentar o preconceito da família da moça, pelo mesmo motivo. Então se casaram, e passaram a ser infernizados pela sogra. Posteriormente, Caco começou a investir em uma nova profissão: a de modelo. Mais um tempo, e Laís engravidou. Episódios mais tarde, surgiu a mãe do moço, que também reprovava a relação dos dois, por preconceito.

Também Léa (Maria Zilda) viveu muitas fases. Foi casada com Jacques (Ary Fontoura), Frederico (Fulvio Stefanini), Cássio (Marco Pigossi) e agora Sid (Klebber Toledo).

Enfim: a história de cada personagem foi marcada por muitas reviravoltas, e Walcyr Carrasco soube surpreender o público a cada episódio. Destaca-se também sua capacidade de criar um número muito grande de personagens, conseguindo dar destaque à história de cada um deles e integrar brilhantemente os diversos núcleos.

Aliado a isso, a novela contou com excelentes interpretações, como as de Isabelle Drummond, Miguel Rômulo, Suzana Pires, Fábio Lago, Marco Pigossi e Marcos Pasquim, que souberam bem se aprimorar do texto bem humorado do autor, popularizando bordões como “é a treva”, “virado no cão”, “não me absorva”, “choquei” e “rosa chiclete”.

Até mesmo na última semana da novela, o bom-humor surpreendeu. No episódio de hoje, ao falar “Never more!”, a personagem de Ingrid Guimarães mostrou para o telespectador a tradução da frase, apontando para o lugar da tela em que ela apareceu.

Ainda seguindo a fórmula já conhecida das novelas das sete, “Caras e bocas” teve também muita ação (com seqüestros e acidentes) e sensualidade (entenda-se: atores bonitos de sunga).

O mais importante, no entanto, é que a novela não se perdeu. Muito pelo contrário: começando meio sem rumo, sem um caminho a percorrer, a trama foi se estruturando e caminhando para um esperado final: a concorrência pela presidência da empresa de Jacques (Ary Fontoura), que, como vimos hoje, foi vencida por Bianca (Isabelle Drummond).

Valcir Carrasco no horário das sete


Walcyr Carrasco sempre foi um dos maiores autores da Rede Globo. Habitualmente escrevia para o horário das seis horas, sendo responsável por sucessos como "Alma gêmea" e "Chocolate com pimenta". Desde 2007, no entanto, vem escrevendo no horário das sete, para o qual criou "Sete pecados" e agora "Caras e bocas".

Quando o autor passou por essa mudança, um amigo me disse: "Ele recebeu uma promoção!". De fato, o horário das sete tem muito mais audiência que o das seis, no entanto lembro de ter considerado preocupante que alguém que escrevia novelas das seis tão bem, fosse se arriscar em outro horário.

É estranho pensar que novelas exibidas pela mesma emissora, uma seguida da outra, possam estabelecer contratos diferentes com o público. Mas é exatamente isso que ocorre com as novelas da Globo, talvez pelo histórico de exibição dos folhetins em cada um dos horários. Se analisarmos bem, veremos que a maioria das novelas de sucesso, em seus respectivos horários, segue uma fórmula para alcançar esse resultado.

As novelas das seis devem ser românticas e inocentes, como "Alma gêmea" (2005), de Walcyr Carrasco, e "Paraíso" (2009), de Benedito Ruy Barbosa. A primeira foi a novela de maior audiência do horário, na última década. A segunda, em sua recente versão, conseguiu aumentar em 25% a audiência da faixa das seis.

As novelas da sete tem que ter ação, ser sensuais, e possuir um ritmo acelerado. Exemplos desse modelo são "Da cor do pecado" (2004), de João Emanuel Carneiro, que obteve uma média tão alta quanto a das novelas das nove; e "Cobras e lagartos" (2006), do mesmo autor, que conseguiu aumentar, em 12 pontos, a audiência do horário.

No horário das nove, as novelas devem ser polêmicas e dramáticas, tematizando sofrimento, preconceito e superação. Como "Senhora do destino" (2004), de Aguinaldo Silva, que obteve a maior média de audiência da década. Também sua sucessora, "América" (2005), de Glória Perez, obteve uma audiência muito alta, ficando no segundo lugar dessa lista.

É claro que, além de se adequar ao que o público espera da novela, para alcançar o sucesso, ela tem que ser bem escrita. Por isso, novelas como "Três irmãs" (2008), de Antônio Calmon, e "Bang-bang" (2005), de Mário Prata e Carlos Lombardi, que foram ao ar no horário das sete, não tiveram êxito. Apesar da pouca roupa dos personagens e das constantes mudanças na trama.

O fato é que Walcyr Carrasco escreve muito bem. E ele conseguiu adequar seu estilo ao horário das sete. Com "Sete Pecados", ele apenas manteve a audiência do horário. "Caras e Bocas", porém, chega em sua última semana com uma média cerca de 30% maior que a da sua antecessora.

Da próxima vez escreverei sobre a forma como "Caras e bocas" se adequa à fórmula das novelas das sete.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Escancarando os segredos... e o descaso.


LOST, a série-fenômeno americana que estreiou em 2004, é conhecida e venerada por seu clima de mistério constante e suas reviravoltas geniais. O espectador da série já espera sair de cada episódio extasiado, por não acreditar nas revelações, que por sinal desencadeiam muitos outros mistérios. Essa é a marca de LOST, e é por isso que ela possui tantos fãs.

Para os fãs brasileiros sem TV a cabo, a única oportunidade de assistir à série é pela Rede Globo, que passa os episódios dublados, no início de todo ano, desde 2006, sempre de madrugada. Já não bastasse o horário nada conveniente, os telespectadores ainda têm que lidar com mudanças de periodicidade do seriado, e o mais impressionante, mudanças de dubladores entre a 1ª e 2ª temporadas. Valeu, Globo.

Pra colocar a cereja no bolo estragado, eis que acontece o impossível na “estréia” da quinta temporada, anunciada para o dia 4 de dezembro de 2010. O que se supunha ser um resumo das quatro temporadas anteriores como introdução para a quinta, mostrou ser nada mais que um resumo da QUINTA temporada. Inexplicavelmente, a Globo exibiu um resumo da temporada que ainda é INÉDITA na própria emissora.

Impressiona perceber que uma mega-empresa como a Globo possa cometer um erro como esse. Para os fãs que ainda não têm conhecimento do que acontece na quinta temporada de LOST, o “resumo especial” foi um banquete dos temidos spoilers (que são as informações “estraga-prazeres”, que contam pedaços decisivos da série) tirando toda a graça e a surpresa de se assistir na íntegra.

Para uma série onde descobrir os mistérios é sinônimo de surpresa e fascinação, o que a Globo fez com os telespectadores foi simplesmente ignorar este fato, sem cerimônias. Qual seria o próximo passo da Globo? Fornecer o resumo dos capítulos de LOST nos jornais? Seriados americanos, definitivamente, não são novelas (sem discutir aqui a qualidade dos dois modelos, e sim suas diferentes dinâmicas).

Toda essa bagunça nos dá a entender que os responsáveis pela exibição de LOST não sabem do que a série trata – e mais do que isso – escancara um descaso absoluto com a confiança do telespectador e com a produção não-global. Quero ver a Globo revelar quem matou a Odete Roitman antes do último capítulo. É ruim.

André Heneine - Estudante de Comunicação Social, UFMG

Dalva e Herivelto: impressão da estréia


Ontem à noite foi ao ar o primeiro episódio de "Dalva e Herivelto - uma canção de amor", de Maria Adelaide Amaral. A minissérie, que possuirá somente cinco episódios, apresentou um ritmo acelerado, típico de produções em que há mais histórias para se contar do que tempo necessário para isso.

Ao fim do primeiro bloco, senti como se toda a história do casal fosse ser contada em um único episódio. Não é para menos: em uma cena, Dalva se apresenta a Herivelto, quatro cenas depois, ela já está grávida e morando junto com ele.

Sabe quando o texto é tão curto que sua única finalidade é explicar para o público aquilo que está acontecendo? "Sim, mamãe, agora estamos morando juntos", "Quero anunciar que Dalva de Oliveira está esperando um bebê!", "Amor, esta é a nossa nova casa". O episódio de ontem pareceu um daqueles resumos que antecedem a episódios de séries americanas, mostrando o que de mais relevante ocorreu no episódio anterior.

Além disso, com essa pressa toda, a caracterização dos personagens fica comprometida. Quem é mesmo "Mariazinha"? Alguém falou sobre ela em algum momento... Ah, sim, é a mãe de dois dos filhos de Herivelto. A Dalva tem duas irmãs, não é? Quem são elas mesmo? E Herivelto? É autoritário e ríspido ou doce e flexível? Não sei... a cada cena ele apareceu do jeito que mais convinha para contar um determinado acontecimento...

De uns tempos para cá, a Globo tem reduzido cada vez mais o número de episódios de suas minisséries. "Cinquentinha", de Aguinaldo Silva, que foi ao ar em dezembro passado, teve apenas oito episódios. Quando "Hoje é dia de Maria" foi ao ar, em 2005, também teve oito episódios, mas foi chamada de microssérie. Apesar disso, tinha uma história que fluía de forma agradável e um maravilhoso texto.

"A casa das sete mulheres", uma das minisséries de maior sucesso já produzidas pela Rede Globo, também escrita por Maria Adelaide Amaral, teve cinquenta e dois episódios. Da mesma forma, "Dalva e Herivelto - uma canção de amor" poderia ter sido escrita em muito mais episódios. Vinte, quarente talvez. Dessa forma, a narrativa poderia fluir de forma muito mais natural, e o texto poderia se libertar bastante de sua função informativa, tornando-se mais livre e agradável, como em "Queridos amigos", última minissérie escrita pela autora.

Bem-vindos!


Este blog pretende fazer crítica de tv, algo que ainda não é feito, ou, sendo mais otimista, é feito mal e porcamente no Brasil.

Seu autor, eu, Vanrochris Vieira, é estudante de jornalismo da UFMG. Naturalmente, sua intenção ao criar este blog é escrever sobre algo que gosta e dividir um pouco de sua opinião com quem quer que se interesse.

No entanto, como é de se esperar, o autor tem muitas outras atividades e não pode se dedicar ao blog em tempo integral. Isso significa que não haverá aqui críticas que consigam abordar de forma significativa todo o espectro de programação da tv aberta brasileira.

O que poderá ser encontrado aqui são apenas alguns apontamentos e comentários sobre alguns dos programas de maior impacto junto à audiência massiva. Em especial, o autor gosta de se dedicar à crítica de teledramaturgia, telejornalismo e reality shows.

Um abraço do autor, e um desejo de que se tornem leitores do blog!