Mostrando postagens com marcador telejornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador telejornalismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Globo Mar: excelente produção


Imagina uma repórter de short e cabelo atrapalhado, fazendo uma passagem de dentro do mar. De repente uma onda bate nas pernas dela, fazendo-a dizer: “Opa, quase que eu caio!” Por mais que pareça estranho e fora de qualquer padrão, essa é uma das melhores passagens que eu tenho visto nos últimos tempos.

Hoje assisti o programa “Globo Mar” pela primeira vez, e, embora esteja dando um tempinho com o AudienciAtiva, não consegui deixar de escrever sobre essa nova produção da Rede Globo.

Nem o jornalístico “Profissão Repórter”, que eu considero muito bom, consegue atingir o nível de excelência desse novo programa. Fotografia perfeita, digna de cinema. Texto muito bem escrito. Narrativa igualmente bem construída. Descontração, naturalidade, mas com profissionalismo.

Falta um pouco de investigação, de relevância nos temas reportados, mas a idéia de abordar um tema de forma mais cotidiana, peculiar, não deixa de ser interessante, a pesar de perigosa, pois gera o risco de virar “mais do mesmo” em pouco tempo.

O horário também é péssimo. A Globo faz boas produções nos horários mais inadequados. Que tal domingo de manhã? Sábado à noite? Não entendo por que alguns horários tem tão poucas opções...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tempos modernos... e no jornalismo?


Qual é a relevância de se falar sobre assuntos pessoais de vítimas do acidente de ontem, em que uma árvore, devido à chuva, caiu perto do hospital Júlia Kubitschek?

Nesse acontecimento, o que tem relevância é mostrar o acidente, quais foram as causas e conseqüências do mesmo, e o que foi e está sendo feito pelas autoridades.

O sofrimento da família dessas vítimas, assim como os velórios e os enterros das mesmas, só são de interesse das próprias famílias, bem como suas histórias de vida, que não têm nada de peculiar.

Esse tipo de abordagem não é jornalismo de qualidade e de respeito. É fofoca e bisbilhotagem. É um excelente exemplo de sensacionalismo.

Ainda por cima, a segunda edição do MGTV de hoje, além de levar ao ar esse tipo de abordagem, teve um grave problema técnico: após uma chamada para uma matéria sobre o reaparecimento de um homem que supostamente teria sido vítima de um desabamento, o que entrou ao ar foi a previsão do tempo.

Com as melhorias que vem ocorrendo no formato da primeira edição do telejornal, como as entrevistas ao vivo, que já não são feitas na bancada, mas em poltronas que deixam âncoras e entrevistados mais à vontade, e a conversa mais agradável; e com o formato totalmente reformulado do SPTV: nenhuma fala lida, uso de um telão interativo, ausência de bancada e presença de comentaristas, a existência desse tipo de erros e abordagens no MGTV segunda edição é ainda mais lamentável.

Além de ser um exemplo de jornalismo velho e ultrapassado, ainda não está sendo feito com a qualidade que deveria. É uma pena...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Jornal Nacional e o Haiti


O Jornal Nacional, da Rede Globo, tem o hábito de explorar até a exaustão os temas de maior interesse da audiência. Quase sempre esses temas estão relacionados a algum crime ou desastre. Dessa vez, o assunto do momento é o Haiti.

Esse assunto, no entanto, tem uma grande vantagem em relação a muitos outros que já ganharam destaque no telejornal (como os casos Isabella Nardoni e Sean Goldman): ele é um assunto realmente importante para o interesse público e de relevância internacional.

As coberturas de ontem e hoje ocuparam uma parte muito grande do telejornal. No primeiro dia, a equipe do Jornal Nacional conseguiu fazer uma grande quantidade de matérias sobre o tema, cada uma abordando um aspecto em particular, sem repetições ou aboragens desnecessárias e irrelevantes.

No entanto, na transmissão de hoje não havia mais muitas possibilidades de cobertura, como já era de se esperar. O resultado foi o mesmo de sempre, nesses casos: tudo o que foi falado em um dia, foi falado no outro novamente. Pouca novidade e muito mais-do-mesmo.

No entanto, a cobertura dessa catástrofe está tendo outra vantagem, provavelmente por causa da própria natureza do acontecimento: não houve, até agora, nenhuma abordagem invasiva e de caráter bisbilhoteiro, como ocorrido nos casos que já citados.

Mesmo quando foram mostrados os salvamentos de pessoas em particular, esses não exploraram o drama pessoal dessas pessoas, mas sim usaram o flagrante para demonstrar como os resgates estão sendo feitos. Além disso, a pesar da abordagem de temas delicados, como as valas para enterros em comum, tudo foi tratado com muita delicadeza e coberto por imagens adequadas.

Na transmissão de quinta-feira, em particular, houve uma construção muito bonita, chamada pelo telejornal de “Socorro no Haiti”. No fim de cada bloco, eram mostrados alguns segundos do resgate de uma menina, e no último bloco mostrou-se o salvamento completo.