Qual é a relevância de se falar sobre assuntos pessoais de vítimas do acidente de ontem, em que uma árvore, devido à chuva, caiu perto do hospital Júlia Kubitschek?
Nesse acontecimento, o que tem relevância é mostrar o acidente, quais foram as causas e conseqüências do mesmo, e o que foi e está sendo feito pelas autoridades.
O sofrimento da família dessas vítimas, assim como os velórios e os enterros das mesmas, só são de interesse das próprias famílias, bem como suas histórias de vida, que não têm nada de peculiar.
Esse tipo de abordagem não é jornalismo de qualidade e de respeito. É fofoca e bisbilhotagem. É um excelente exemplo de sensacionalismo.
Ainda por cima, a segunda edição do MGTV de hoje, além de levar ao ar esse tipo de abordagem, teve um grave problema técnico: após uma chamada para uma matéria sobre o reaparecimento de um homem que supostamente teria sido vítima de um desabamento, o que entrou ao ar foi a previsão do tempo.
Com as melhorias que vem ocorrendo no formato da primeira edição do telejornal, como as entrevistas ao vivo, que já não são feitas na bancada, mas em poltronas que deixam âncoras e entrevistados mais à vontade, e a conversa mais agradável; e com o formato totalmente reformulado do SPTV: nenhuma fala lida, uso de um telão interativo, ausência de bancada e presença de comentaristas, a existência desse tipo de erros e abordagens no MGTV segunda edição é ainda mais lamentável.
Além de ser um exemplo de jornalismo velho e ultrapassado, ainda não está sendo feito com a qualidade que deveria. É uma pena...
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